sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Envolver-se vale um livro!

Então, minha gente! No sorteio de novembro, participa quem se envolve! Vale se envolver com a família, com a(o) namorada(o), com os amigos, o cachorro, o periquito e o peixe de aquário... com os estudos, com o trabalho, com a ciência, com a causa... com a alimentação, com a saúde, com a vida... com a festa, a dança, o esporte, o passeio... com outras pessoas, com as crianças, com os bichos, com as plantas... com a leitura, a música, a imagem, a cena...

Fácil demais desta vez! Para participar, portanto, basta clicar no link "envolvidos", ao final deste texto, e contar pra mim com o que você se envolve! O livro a ser sorteado no próximo dia 30 será de Lygia Fagundes Telles, Antes do Baile Verde, uma reunião das narrativas mais bem sucedidas escritas pela autora entre 1949 e 1969. 



As situações narradas são as mais diversas. Em "A caçada", um homem fica a tal ponto intrigado com uma velha tapeçaria encontrada num antiquário que acaba por mergulhar na cena retratada na peça, como se tivesse participado dela numa outra vida ou numa outra dimensão. Já no macabro "Venha ver o Pôr-do-Sol", um rapaz leva sua ex-namorada a um jazigo de família abandonado. Conflitos amorosos também são tema de "Apenas um Saxofone", "Um Chá bem Forte e Três Xícaras", "O Jardim Selvagem" e "As Pérolas". Mas o enfoque é sempre diverso e surpreendente. Em "O Menino", por exemplo, uma infidelidade conjugal é observada de modo oblíquo, pelos olhos de um garoto que vai ao cinema com a mãe.


O escopo humano e literário de Lygia não se restringe, contudo, aos dramas de casais. "Natal na Barca" é uma pequena parábola, com final epifânico. "Meia-noite em Ponto em Xangai" é o balanço que uma prima-dona da ópera faz de sua vida solitária e vazia. Em "O moço do Saxofone" um motorista de caminhão hesita em ir para a cama com uma mulher casada numa pensão de beira de estrada. Em "A Janela", um louco visita um bordel dizendo que é a casa onde seu filho morreu. 

Com sua prosa segura e elegante, alternando com desenvoltura gêneros e vozes narrativas, a autora expõe, no mais alto grau, sua capacidade de seduzir e emocionar o leitor.

"Essas pequenas obras-primas, de tão fremente inquietação íntima e que exalam um desespero tão profundo, ganham a clássica serenidade das formas de arte definitivas." - Paulo Rónai

"Lygia Fagundes Telles sempre teve o alto mérito de obter, no romance e no conto, a limpidez adequada a uma visão que penetra e revela, sem recurso a qualquer truque ou traço carregado, na linguagem ou na caracterização." - Antonio Candido

Bom... eu costumo estar sempre envolvida com muitas coisas, né?! Duas faculdades, estágio, cachorros, minhocas, plantas, dança, leitura... O Jean... Minhas amigas e amigos, minha afilhada, a Mari e o Dudu... Pessoas do meu convívio, leitores do blog... O blog! Alternativas de alimentação saudável, práticas mais sustentáveis... E ainda pretendo me envolver muito mais, em projetos sociais e ambientais, por exemplo. Ufa!

E você? Com o que você se envolve?

Quem for ao I Encontro de Envolvidos pode até escrever sobre ele aqui! Fica a dica!

Estou curiosa com as respostas de vocês! Boa sorte a todos!

Beijo.

domingo, 20 de novembro de 2011

I Encontro de Envolvidos


Gostaria de anunciar o I Encontro de Envolvidos: um delicioso café da manhã, na Livraria D'Plácido, no dia 26 de novembro (sábado) às 9h. Esta reunião de leitores é uma vontade antiga minha. A proposta é reservar um tempinho para que a gente se envolva pessoalmente (chega desse relacionamento exclusivamente virtual!) para trocar ideias e livros.

O apoio da Livraria D'Plácido tem sido cada vez mais fantástico e eles se disponibilizaram a nos receber e ainda vão oferecer o café da manhã. Para quem estiver com planos de comprar algum livro, recomendo ligar na livraria no início da semana e encomendar. O livro chega até o sábado e eles dão um super desconto. Vale a pena!

Depois também poderemos dar um passeio na Praça da Liberdade, linda linda! Puro envolvimento!

Vamos? Levem livros, textos, poesias, histórias... tudo o que quiserem!

Espero vocês lá!


terça-feira, 8 de novembro de 2011

Alegria tem nome?

Encontrei essa pergunta no livro Luna Clara & Apolo Onze, da Adriana Falcão. No auge do romance, Doravante (o pai) encontra Luna Clara (a filha), depois de muita expectativa ao longo da estória. Para descrever a cena, a autora lança a questão: "Como era o nome daquela alegria?".

"Alegriaflor? Alegriapresente? AlegriaNatal? Alegriacarnaval? Alegriadoce? Alegriaamor? Alegrialua? Alegriacanção? Alegriabeijo? Alegriamaiordomundo? Alegriasimplesmente?"

"Que tal felicidadederramante?"

Fiquei um tempo, então, pensando em todas as formas de alegria que podemos ter, sendo que nem todas elas são facilmente descritas ou justificáveis. Nem sempre encontramos palavras para definir nossa alegria. Nem sempre ficamos alegres por motivos (nomes) lógicos.

Contudo, o fato de a alegria não ter um nome / uma descrição não impede que as outras pessoas percebam esse nosso sentimento. Por causa disso, muitas vezes também somos contagiados por alegrias que não eram nossas!

Nesse sentido, podemos refletir sobre a nossa influência na felicidade global. Ao mesmo tempo que existem pessoas tristes, existem aquelas que estão alegres a cada novo dia. Mesmo que esteja tudo cagado, que queiramos sair daqui, ou que o crescimento percentual dos ricos, no Brasil, seja maior do que o dos pobres, e por não sermos especiais, nossa forma de amar o próximo é, basicamente, nos mantermos alegres todos os dias.

Pergunta

Quero sugerir uma pergunta para vocês, leitores do blog. Sinto falta da participação de vocês entre um sorteio e outro. =)

Qual o nome da sua alegria?

# Texto escrito para um trabalho da dança. Muitas vezes a minha alegria tem este nome: DANÇA!
# Keylla, esse texto foi confessadamente influenciado por uma atitude sua! =)
# A imagem é para demonstrar minha admiração pelo trabalho dos Doutores da Alegria e por muitos outros projetos dispersores da alegria espalhados por aí.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Fazendo vontade!

Embora tenha sido menos concorrido, o sorteio de outubro fez vontade demais em quem participou, né?! Em mim também! Me senti como se tirasse o pirulito da mão de quem não ganhou. Continuo sofrendo por não poder presentear todos vocês!

Eu li um exemplar de Manuelzão e Miguilim emprestado da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa. Acredito que ele ainda esteja lá. É uma boa opção de envolvimento, viu?! Gosto muito do espaço, da diversidade de livros oferecidos, das pessoas que trabalham lá, das atividades que já vi acontecendo. Sou um pouco suspeita, porque sou ratinha de biblioteca. Foi numa dessas que aprendi a gostar de ler. Fica a dia, então. E quem for, me convida!

Quem ganhou o livro de Guimarães Rosa foi o Jean, sem nenhuma marmelada! Apesar de ser um namorado maravilhoso, ele fica falando na minha cabeça a cada sorteio, insistindo que vai ganhar todos os livros escolhidos... até que chegou a vez dele! Aiaiai... Melhor pra mim, que vou ler antes dele! Como se eu já não tivesse feito isto antes, né, Dani Braga e Marcelo?!

Muito obrigada pela participação e envolvimento, pessoal!

Adorei a estória da Barbie com o Ken, Syl. Como massa de bolo e de pão de queijo até hoje, Íria. Confesso que às vezes os urubus dão uma espiadinha na minha cama, Ita. Fico imaginando um pé de melancia na minha barriga, Dani. Também seria muito feliz de poder sair do banho com um cobertor, Rapha. Fico gripada mesmo não tirando meus pés frios de debaixo da coberta, Poly. Morreria de dor de barriga, e não de derrame, com leite, ovo e manga batidos, Jean. Acho que quando a gente morre, Marcelo, a gente ganha uma limpeza automática antes de chegar no céu. Tive muito medo do homem do saco e da doida da rua, Bárbarah. O pé de couve crescendo na cera teria ganhado o concurso das maluquices de nossa infância, Keylla.

Um beijo... e até o próximo dia 30!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Pra não deixar de ser criança!

Poderíamos passar horas a fio discutindo, refletindo, questionando a violência contra as crianças, a desnutrição infantil, a desigualdade social... E ficaríamos outras tantas horas divagando sobre a realidade das escolas brasileiras, as condições de trabalho para alunos e professores da rede pública, a educação que vem de casa, a nova geração que estamos formando... e por aí vai. Mas só por hoje, ou só por esse mês que se foi, deveríamos nos permitir ser criança outra vez.

É bom poder pensar que os problemas são todos de matemática, acordar cedo só pra ver desenho ou jogar bola na rua. Brincar de pega-pega, pique-esconde, amarelinha... Roubar brigadeiro em festa, furar com o dedo o bolo de aniversário, esperar pela surpresinha... Acreditar em Papai Noel, coelhinho da Páscoa, duendes, bruxas, bicho-papão... Ter uma melhor amiga, o gatinho da turma, a vó, o vô, a professora, o moço da bala na porta da escola... O sorriso "com janelinha", a gargalhada gostosa... Cheiro de Johnson's, maquiagem rosa choque, cabelo de Xuxa, tênis do Senninha...

Escolhi o livro desse mês pensando exatamente nas crianças, em todos os dias só delas e em todos os dias em que podemos ser como elas. Nada menos que Guimarães Rosa, com o seu Manuelzão e Miguilim, um volume composto por duas novelas: "Campo Geral" e "Uma Estória de Amor". "Campo Geral" é o relato lírico da infância do menino Miguilim, narrado em terceira pessoa, sob a perspectiva de Miguilim, menino inteligente e sensível que mora com a família na mata do Mutum (MG). A narrativa é organizada segundo a vivência e as experiências desse jovenzinho que está constantemente observando as pessoas e as coisas situadas em seu universo sertanejo. O leitor vai desvendando a cada passo o mundo afetivo de Miguilim, transbordado de alegrias e de tristezas, misturando-se nele as reflexões e os deslumbramentos. Guimarães Rosa capta o universo infantil, culminando com o deslumbramento dessa criança ao ver o mundo, quando um doutor lhe descobre a miopia. A segunda novela presente no volume é "Uma Estória de Amor", narrativa que revela o outro lado da vida, a velhice, retratada pela vertente de um vaqueiro que nunca havia se fixado, nem alcançara a estabilidade doméstica, senão no final da vida, já velho. Aos sessenta anos recompõe a família, construindo uma casa e, como promessa à mãe, uma pequena capela na fazenda da qual era administrador. As duas novelas completam-se, mostram a infância e a velhice, cujos protagonistas fazem da descoberta e da recordação os pontos altos da matéria literária.

Assim, a função dos envolvidos que quiserem ganhar o livro de Guimarães Rosa, no sorteio, será relembrar alguma fala de seus pais que ficou marcada no desenvolvimento de vocês. Meu pai, por exemplo, sempre dizia que eu deveria comer beterraba para ficar com as bochechas rosinhas. Comi beterraba demais sem gostar, viu?! Outra que me dá gastura até hoje era dizer que se eu não escovasse os dentes, a barata viria a noite pegar os restinhos de comida na minha boca. No caso de vocês, valem até os clássicos, como "quem mexe com fogo faz xixi na cama, menino" ou "não vai pra rua, que homem do saco te leva". Vale até inventar um para a atualidade.

Vamos brincar de concorrer a um lindo livro, sem deixar de ser criança! 

Deixo aqui um vídeo para as crianças que já cresceram...


Vocês têm até o dia 30 para se envolverem! Boa sorte a todos! Um beijo!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Levanta! Sacode a poeira!

Muitas das vezes as críticas funcionam mais como um puxão pela blusa do que como uma rasteira. Já repararam?

Estava eu lá no fundo do poço outra vez (sem escafandro, porém), prostrada no chão como criança fazendo pirraça. Foi então que percebi o tanto que fui/sou/estou mimada.


Meus pais até tentam, do jeito deles, fazer com que eu me mova. Esperam abertamente que eu tome alguma atitude. Mas eu fico ali, pedindo atenção, de cara emburrada.


Eu fico nesse charminho, vulgo "@#$% doce", me fazendo de vítima da minha vida, vítima das minhas próprias escolhas. Até que chega um momento em que a vergonha alheia passa a ser tão minha que me fere o orgulho.


Dessa forma, declaro hoje um bom dia para desmascarar toda essa minha birra disfarçada de auto-sabotagem. Também me declaro extremamente grata às fortes presenças da Keylla, da Poliana, do Jean, da Íria, da Adriana,  da Suellen, da Bárbarah e (por que não?) de algumas boas vacas brabas no meu caminho. Exemplo de filha única que sou, confesso que os puxões de camisa são, para mim, imprescindíveis. 


Depois disso, só me resta levantar, sacudir a poeira e seguir em frente, feliz com a #nãoseimaisquenúmero chance de dar a volta por cima.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Eu confio na quinoa!

Cozinhar é um ato social. Poder cozinhar para mais pessoas é indiscutivelmente melhor do que só pra gente mesma. Melhor ainda quando podemos acrescentar novos gostos aos paladares amigos.

Desta vez, fui parar numa república masculina, de comedores de molhos, massas, frituras, pimentas e muita carne! Estava, há tempos, com vontade de comer quinoa outra vez. Então, comentei com o Jean (o namorado) e o André. A proposta foi um risoto de quinoa com brócolis, acompanhado de um bom vinho e, inevitavelmente, um bife de contra-filé banhado com pimenta curtida no mel e na cachaça. 

Não adianta eu me iludir na tentativa de mudar os hábitos carnívoros de alguém. Basta, para mim, despertar uma pequena reflexão sobre o que comemos todos os dias. 

A quinoa foi uma novidade para eles. Por isso mesmo, sofreu certa resistência. O coitado do brócolis, então! O jantar, contudo, foi um sucesso! Ufa! Mesmo com aparência de mingau ou de qualquer prato hippie que se preze, não sobrou nada na panela pra contar história.

Sobre a quinoa

A quinoa (Chenopodium quinoa) é uma espécie granífera domesticada pelos povos habitantes da cordilheira dos Andes há milhares de anos. É uma planta anual, com ciclo variável em função da latitude e da altitude de origem. Seus grãos são pequeninos, de cor de areia, de textura leve e macia e com gosto parecido com nozes. Pela semelhança da planta, quando nova, pode-se definir a quinoa como "um espinafre que produz grãos".

100 g de quinoa contém: 13 g de proteínas, 6 g de fibras, 2,2 g de gordura polinsaturada, 9,2 mg de ferro, 411 mg de fósforo, 740 mg de potássio, 211 mg de magnésio, 820 mg de cobre, 3,3 mg de zinco, 820 µg de vitamina B3, 1 mg de vitamina B5 e 2,6 mg de vitamina E.