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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Você não é um número

Se você não tomar cuidado, o número vira contra você mesmo. A partir do momento em que você acorda, procure contar os passarinhos. Nem pense em enumerar todos os bons motivos para ficar na cama. Ao sair de casa, não esqueça sua identidade. Ela se multiplica e diversifica, ao considerarnos a quantidade de sorrisos, no seu dia, tendendo ao infinito.Não faça de seu título de eleitor um número imaginário. Seja político todos os dias. Não seja profissional nas suas relações. Contribua para a distribuição justa da alegria, para o bem comum na volumetria que te envolve. Faça um crediário com a felicidade e vá curtindo as prestações. Não atrase nenhuma delas. Construa amizades.

Ninguém é um número vazio.  Faça parte de um grupo de pessoas. A imortalidade existe na lembrança de alguém. Tenha aulas de matemática, música e dança. Faça peças. Aprenda física e procure conhecer o valor de viver integralmente.

Sempre que puder, distribua abraços. Seja beneficente nos seus gestos. Viaje. Voe. Seja uma pessoa de ações positivas. Seja o número inteiro e real de alguém. Dê apelidos. Demonstre que 1 + 1 não necessariamente será igual a 2. Não vá morrer sem antes extrapolar os limites!

Se você já é 10, continue sendo X, mesmo entre os romanos. Só não perca a base da progressão aritmética de 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9..., que te fez 10 e mais. Faz bem para a saúde e diminui a nossa culpa.

E Deus não é número.

Texto elaborado em homenagem aos acontecimentos da Lua cheia e "imitado" de um texto de Clarice Lispector. É claro que o meu parece mais um trecho de auto-ajuda. Leiam o de Clarice (aqui), que é bem melhor.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Alegria tem nome?

Encontrei essa pergunta no livro Luna Clara & Apolo Onze, da Adriana Falcão. No auge do romance, Doravante (o pai) encontra Luna Clara (a filha), depois de muita expectativa ao longo da estória. Para descrever a cena, a autora lança a questão: "Como era o nome daquela alegria?".

"Alegriaflor? Alegriapresente? AlegriaNatal? Alegriacarnaval? Alegriadoce? Alegriaamor? Alegrialua? Alegriacanção? Alegriabeijo? Alegriamaiordomundo? Alegriasimplesmente?"

"Que tal felicidadederramante?"

Fiquei um tempo, então, pensando em todas as formas de alegria que podemos ter, sendo que nem todas elas são facilmente descritas ou justificáveis. Nem sempre encontramos palavras para definir nossa alegria. Nem sempre ficamos alegres por motivos (nomes) lógicos.

Contudo, o fato de a alegria não ter um nome / uma descrição não impede que as outras pessoas percebam esse nosso sentimento. Por causa disso, muitas vezes também somos contagiados por alegrias que não eram nossas!

Nesse sentido, podemos refletir sobre a nossa influência na felicidade global. Ao mesmo tempo que existem pessoas tristes, existem aquelas que estão alegres a cada novo dia. Mesmo que esteja tudo cagado, que queiramos sair daqui, ou que o crescimento percentual dos ricos, no Brasil, seja maior do que o dos pobres, e por não sermos especiais, nossa forma de amar o próximo é, basicamente, nos mantermos alegres todos os dias.

Pergunta

Quero sugerir uma pergunta para vocês, leitores do blog. Sinto falta da participação de vocês entre um sorteio e outro. =)

Qual o nome da sua alegria?

# Texto escrito para um trabalho da dança. Muitas vezes a minha alegria tem este nome: DANÇA!
# Keylla, esse texto foi confessadamente influenciado por uma atitude sua! =)
# A imagem é para demonstrar minha admiração pelo trabalho dos Doutores da Alegria e por muitos outros projetos dispersores da alegria espalhados por aí.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Tempo verbal

Eu quero...
Um dia eu vou...

Eu DANÇO!
Tu danças
Ele(a) dança

Nós dançamos
Vós dançais
Eles(as) dançam

Assim ficamos todos felizes! Amém!


Então é isso! Voltei a dançar!
Completamente sem tempo e sem juízo, mas vivendo, respirando... cuspindo felicidade pelos poros!

Agora sim!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Pedrinho

A união dança-design me lembra Pedro, que agora está mais pra muita dança, zero design, mas pura arte. É ele a dança que resta em mim.



É ele, ainda, a coragem, o teatro, o espanhol, o espetáculo e a criatividade. E esse Pedrinho é gigante! Muito mais gigante do que aquele do pé de feijão.

Pedrinho é do mundo e me deixa saudade no coração...

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Curtas da Malhação - Tendências


Plataforma vibratória pra mim é ônibus,
oxigenoterapia é caminhada ecológica.
E calistenia* pra mim é dança, circo, forró!!!


* Calistenia é um sistema de ginástica que encontra as suas origens na ginástica sueca e que apresenta, como características, a predominância de formas analíticas, a divisão dos exercícios em oito grupos, a associação da música ao ritmo dos movimentos, a predominância dos movimentos sobre as posições dos exercícios à mão livre.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Dia da Criatividade!

Fiquei sabendo muito tarde, que hoje era (porque praticamente já acabou) o dia da Criatividade! Nem deu tempo de comemorar...

Coincidentemente, li, nesse dia tão bacana, um pensamento de Nietzsche que diz mais ou menos assim:

"Uma árvore precisa enfrentar tormentas para alcançar uma altura digna de orgulho. A criatividade e a descoberta são geradas na dor."

Outro techo mais poético afirma que "é preciso ter caos e frenesi dentro de si para dar à luz uma estrela dançante".

Não resisti e tive que roubar essa tirinha do Carlos Ruas (um cara extremamente criativo):

Nietzsche 10

Eu sabia que eles também dançavam!

sábado, 9 de outubro de 2010

Resoluções de ano novo

Ontem eu dancei no ponto de ônibus, com um sorriso no rosto e quase sem-vergonha.

Sei que ainda está muito cedo pra pensar em 2011, mas prefiro adiantar as propostas, simplesmente por não querer esperar um 31 de dezembro pra começar a mudar. Depois de duas semanas punk rock plus advanced, é preciso seguir em frente, aproveitando o dia das crianças para rebrotar.

Aí, achei essas sugestões da Revista Vida Simples para o ano novo de 2008... Pense nisso também!

1. Vá a pé comprar pão na padaria
Além de se exercitar e conhecer melhor os arredores de seu bairro (e inclusive travar contato com os outros madrugadores gentis), você vai proporcionar uma pequena epifania para a pessoa que mora com você: imagine a delícia que é acordar e deparar com um pãozinho estalando de quente na mesa do café.

2. Implemente a coleta seletiva
Parece óbvio, mas sempre é bom repisar: a preocupação com o planeta começa na sua casa. Reúna os vizinhos - inclusive aquele que parece ser o mais empedernido dos individualistas - e organize um sistema de coleta seletiva em seu prédio. Vai dar trabalho, prepare-se. Mas também, quando a coisa toda funcionar, será lindo!

3. Faça um curso bem inusitado
Sua coordenação motora é tão precisa quanto a de um elefante bêbado de amarula e você ainda inventa um curso de corte e costura? Este é o caminho. Exercitar-se em ofícios para os quais você não tem a ambição de se tornar um bambambã é bom para aprender com as próprias limitações. E você ainda sai diplomado em rir de si mesmo.

4. Faça um trabalho voluntário
A África precisa de ajuda. Regiões desassistidas do Nordeste brasileiro também. Poder fazer algo por esses lugares é importante. Mas e no bairro ao lado do seu, que tem um asilo geriátrico? Ou na favela mais próxima? Vale muito a pena também ajudar quem está por perto. Informe-se em prefeituras e ONGs sobre o que você pode fazer, de acordo com suas possibilidades.

5. Economize dinheiro
Nós, brasileiros, somos obcecados por crédito. Um carnê desperta em nós uma vontade louca de consumir mais. Dê um freio nisso e economize dinheiro em ações banais. Leve uma marmita para o trabalho, pare de jantar fora (faça isso quando voltar a ser uma novidade), guarde um pouco de dinheiro. Aos poucos, você poderá financiar seus sonhos.

6. Surpreenda seu amor
Quebrar a rotina é fundamental para oxigenar a relação. A surpresa traz novos ares, insufla no amor um não-sei-quê a mais. Uma delícia. Exercite novas formas de sedução. Deixe um poema afixado na porta da geladeira. Seqüestre seu bem para um fim de semana fora da cidade. Invente seu próprio jeito de iluminar os olhos de alguém.

7. Tenha um horário sagrado
Não importa o quanto você se programe, os acontecimentos do dia-a-dia sempre engolirão sua jornada - se você não tomar alguns cuidados, claro. Por exemplo: por mais que você esteja atolado de compromissos, é possível reservar um horário sagrado na semana para fazer algo muito especial. Praticar um esporte. Encontrar os amigos. Isso será sagrado!

8. Viaje para lugares diferentes
A alma dessas dicas é "fuja da rotina!" E tem que ser assim mesmo. Caso contrário, 2008 será marcado por um fenomenal bocejo. Por isso, dispense os roteiros preestabelecidos em suas viagens. Por que não um fim de semana num hotel bacana em sua própria cidade? Ou alugar uma casa de praia junto com amigos para os meses de baixa temporada? Assim, a diversão fica garantida.

9. Participe de um movimento social
Num mundo tão fragmentado como o nosso, é importante que cada um encontre seu grupo para se manifestar a favor daquilo que acredita. Reunir os amigos numa bicicletada (para falar do problema do trânsito), entrar em ação para revitalizar a praça do bairro (plantando mudas de plantas), criar saraus poéticos. Tudo vale a pena quando a causa não é pequena.

10. Mude a decoração da sua casa
Ninguém terá o topete de dizer que você precisa renovar a casa, comprando móveis novos e gastando uma nota. Medidas aparentemente simples são uma mão na roda. Exemplo: troque os móveis de lugar, tire os excessos e não se esqueça de doar aquilo que estiver sobrando. Renovar a casa passa por redimensionar os móveis e sua relação com o espaço.

11. Forme um grupo de estudos
Informar-se e trocar idéias com outros é como instalar um ventilador no cérebro. Por isso, escolha um tema (ou, melhor ainda, um livro), aglutine conhecidos com alguma afinidade e crie um dia para vocês estudarem e debaterem. Filosofia, história, artes, atualidade: tudo isso dá um baita pano pra manga. O pessoal é difícil de se reunir? Crie um fórum pela internet e estamos conversados.

12. Não planeje tanto
Deixe espaço para as surpresas. E não tenha medo de pegar chuva no caminho!


Voltarei a ir de bicicleta pra faculdade o mais rápido possível. E em 2011? Dança, dança e dança!!! Afinal, sempre encontramos tempo para o que queremos.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

A menina dança

... ou melhor, dançava.

É a dança o que mais me faz falta. Como se meus dias fossem meio perdidos, diante de Nietzsche. Dançando, eu não sentia dores no corpo, não sofria tanto com os meus problemas e não ansiava tanto por um amor.

Portanto, não é de realização profissional/pessoal que eu preciso hoje, como também não é o amor o que procuro, porque esse vem e vai.

Eu quero mesmo é dançar! Até o fim dos meus dias!

... as time goes by...



Peço desculpa pelo sofrido desabafo, mas nunca me emocionei tanto com um vídeo como dessa vez.

"A realização verdadeira dependeria da combinação de cinco fatores essenciais: bem-estar social, financeiro, físico, comunitário e profissional. (...) o bem-estar é resultado da soma do amor que sentimos pelo que fazemos, da qualidade de nossos relacionamentos, da segurança financeira que desfrutamos, da saúde do nosso corpo e do orgulho que sentimos em função da contribuição que damos à comunidade. Vale lembrar que esses cinco fatores são controláveis, ou seja, são aspectos das nossas vidas que podemos alterar para melhor a qualquer momento." (Luiz Alberto Marinho, para a revista VIDA SIMPLES)