terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Bombocado jornalístico # 6

Posso apresentar o resumo da semana pré-carnaval em forma de frases?

"O perigo oferecido pela doula é que ela presencia a violência covarde contra mãe e bebê. Pais bem informados dão trabalho ao hospital."
Das doulas como testemunha, de Mariana de Mesquita - 05/02/13

"Como exigir da escola a missão de formar cidadãos, se tudo no entorno reforça o contrário? A educação, para se efetivar, não deve se restringir aos bancos da escola. É um direito a ser garantido ao cidadão ao logo de sua vida, não somente no período escolar.
Para a efetivação desse direito e ampliação das oportunidades, é necessário fazer com que a educação ocupe os espaços públicos, dando vida e ativando suas função educativa."
Os muros visíveis e invisíveis da escola, de Maria Alice Setubal - 07/02/13

"Podemos ressignificar nossa experiência civilizatória. Podemos imaginar um Estado mobilizador, que incentive o potencial criativo da sociedade e nele se apoie para atualizar-se, desenvolver-se, recriar-se. Um mercado em que empresas com responsabilidade social e ambiental produzam bens e serviços para necessidades reais, muito além do supérfluo. Projetos culturais que humanizem as cidades e a convivência entre as gerações que nelas vivem. Programas que valorizem as comunidades tradicionais, detentoras de saberes raros e de alto valor civilizatório, estabelecendo vínculos e trocas saudáveis em vez da assimilação forçada ou do isolamento preconceituoso."
Novas lentes, de Marina Silva - 08/02/13

"Todos os países que destinaram áreas públicas para o consumo de drogas ilícitas desistiram da experiência porque houve aumento da mortalidade. Nossas cracolândias por acaso não são espaços públicos destinados ao livre consumo?"
De volta ao crack, Drauzio Varella - 09/02/13

Meus parabéns à rainha de bateria da Unidos da Tijuca, que só mostrou alegria e samba no pé no desfile
Excessos (de peito e bunda) pra quê, né?

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Extra extra extra!

Mais um livrinho bonitinho para janeiro-fevereiro: O menino do dedo verde, de Maurice Druon.

É um livro infantil, com uma aba dedicada aos adultos e bem chatinha de ler. Faz-se ainda uma comparação entre a obra e O pequeno príncipe, de Saint-Exupéry. Não achei que seja isso tudo, mas gostei muito. Matei uma curiosidade antiga!

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Bombocado jornalístico # 5

O mês mudou e as aulas estão voltando... Pode ser que eu escolha muitos textos relacionados à educação e peço desculpas a quem não é, não quer e nem se imagina professor (pai, mãe, avô, avó, tio, primo...)

A perversidade do ensino universitário privado - 22/01/13
(atrasado e não referente a todas as instituições privadas)

Indisciplina: problema de quem? - 29/01/13
Todos juntos - 30/01/13
Crédito para a floresta - 01/02/13

E quase tivemos beijo gay no BBB, hein?!
Agora é só curtir o carnaval! Daqui a pouco o ano começa pra valer! Juízo, moçada!

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Desafio de Janeiro

O bacana da proposta do Educar para crescer é que todo mês é um desafio. Primeiro, porque temos que escolher um único livro. Segundo, porque queremos cumprir o trato!

Ganhei um livro da Leiliane, no Amigo Secreto do blog, O telescópio de Schopenhauer, de Gerard Donovan. A trama e o comportamento do padeiro, personagem central, lembraram muito o Ensaio sobre a cegueira, do José Saramago. O livro se concentra basicamente no diálogo entre o padeiro e o professor de História. Alguns pontos da conversa são curiosos e outros são bem interessantes. Contudo, acho que eu não estava em um momento perfeito para saber que existem pessoas que podem ser muito ruins com outras. Não dá pra viver imaginando um conto de fadas também, né?!

Obrigada pelo presente, Leili! O namorado já pediu emprestado...

Qual será o meu próximo livro? E o de vocês?
O que vocês leram no primeiro mês do ano? Me contem!

Beijo.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Ser professor(a) de Ciências

O que é ser um professor de Ciências? Para quem ensinar Ciências? Por que é importante que as pessoas aprendam Ciências? Como, onde, quando, por que ser professor de Ciências?
É curioso que essas perguntas venham surgindo com maior frequência ao longo dos três semestres de experiências de estágio. Continuo acreditando que nossa escolha pelo ensino carrega uma grande responsabilidade sobre o desenvolvimento do nosso aluno. Por vezes, estive pensando se realmente quero e consigo ser um exemplo a ser observado, avaliado e seguido.
Quem são as pessoas que irão conhecer as Ciências por meio do meu trabalho? Como as Ciências estarão presentes no dia a dia e no futuro dessas pessoas? Possivelmente, serão crianças, jovens em formação ou jovens e adultos da educação básica. Eu também poderia (e posso) apresentar os conhecimentos das Ciências para meus pais, meus avós, para a pessoa que escolhi para viver comigo, para meus futuros filhos, meus primos, tios, afilhados? Por que não também para os meus amigos, colegas de trabalho ou até mesmo um estranho?
De todo modo, não conseguirei ensinar muita “Ciência” para todos esses “alunos”. É muito mais provável que todos aprendam juntos, eu e eles. Quanto mais eu me proponho a ensinar, mais eu percebo que sei muito pouco e que é permitido ao professor não dominar todos os assuntos. Quem é que consegue?
Sendo assim, qual seria a minha atuação como professora de Ciências?
O grande desafio a que me proponho todos os dias é despertar nos meus alunos (incluindo também as pessoas que convivem comigo) o olhar investigativo e curioso acerca de tudo aquilo que podemos observar (ou não). Segundo o Professor Nelson Vaz (1997), faz-se necessário não deixar o espanto, diante do mistério, se perder na rotina e na pressa de nossos dias. “Traga seu próprio espanto”, sugere Vaz e eu acrescento: procure observar as coisas com respeito. Espantar-se é reconhecer novidades no nosso entorno e respeitá-las é o mesmo que tratar o observado como possível objeto de investigação científica.
Nesse sentido, ser professor de Ciências pode exigir atenção aos detalhes, sensibilidade e carinho para com seu(s) aprendiz(es) e para com a natureza. Ao invés de esperarmos obediência de nossos alunos, podemos estabelecer com eles o cuidado, o diálogo e o debate, tão necessários para as boas teorias e para o desenvolvimento da Ciência.
Em tempos cada vez mais individuais e deficientes no estabelecimento de relações humanas, acredito no potencial do professor de Ciências para a recuperação da discussão, do diálogo e da parceria nas vivências da sociedade. Nossos programas curriculares nos permitem uma gama de atividades que valorizam não somente os conteúdos como também as nossas habilidades, os nossos desafios e a convivência com aqueles a nossa volta. Este é o projeto que me desafia e que mantém a minha vontade e admiração pela profissão.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Bombocado jornalístico # 4

Santa Maria passa na frente!

Eu estava muito orgulhosa de poder relatar para todos uma semana dedicada a muitas defesas:

No entanto, veio um fato e atropelou tudo isso. Ainda há muito o que defender entre nós. Acho que sempre haverá. 

Estaremos sempre munidos de esperança?




sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Não contém glúten

Na quarta-feira passada (23), eu percebi que precisava de uma dieta. Com alguma urgência! Não é nenhuma preocupação repentina com o corpo do verão e do Carnaval. Não é isso! Foi só uma sacudida que levei ao assistir ao documentário indicado pela Keylla - Muito além do peso. Primeiro resisti aos mais de 60 minutos de vídeo, depois fiquei foi com vergonha de ter perdido o controle da minha alimentação e dos meus bons hábitos.



Nos últimos tempos, parei de tomar suco de caixinha. Teria sido perfeito se eu não o tivesse trocado pelo refrigerante ou pelo leite com achocolatado. Quase não tenho caminhado e não vou a parques e museus há bastante tempo. Estou comendo muito doce, tomando muito café, "acabando" com o que tem na geladeira "pra não estragar", comendo em eventos descontroladamente. 

O resultado é um máximo inédito na balança, pernas doendo por falta da boa circulação, tremores antes de comer e falta de coragem para fazer qualquer coisa. Comecei a realmente temer os resultados dos exames de check up do início do ano. Se com 27 já estou assim, imagina na Copa! com 60!

Por causa disso, comecei a tomar mais água ainda na quarta-feira. Na quinta-feira, consegui seguir parcialmente a dieta (dos pontos), porque fomos a um jantar na casa da minha tia. Já percebi que preciso estar de barriga cheia nesses eventos, ou como tudo o que tiver pela frente. A dieta de pontos é só para me controlar também, pois não adianta você escolher ficar o dia todo sem comer para tomar aquele sorvetão super calórico. Estou voltando para as frutas, verduras, produtos naturebas e novidades - pretendo escrever aos poucos sobre elas.

Caminhei 40 minutos na quinta e hoje, sentindo o corpo cansado, condição impossível em tempos de muita dança. Vou me programar para manter os exercícios, mesmo tendo que caminhar em uma avenida muito movimentada, da calçada irregular aqui perto de casa. Imagino que o segredo será variar os lugares sempre que possível. Além disso, acho que conseguirei voltar pro pilates! A meta é voltar a correr, mas isso só com uns 3kg a menos e joelhos e pés readapatados ao exercício.

Se eu pudesse dar uma dica, diria para evitarmos os alimentos que nos oferecem saúde na embalagem. Alimentos saudáveis geralmente nem possuem embalagem e data de validade infinita.

Estou voltando para as minhas naturebices, radicalmente. Acompanhando as mudanças de vida da Keylla, minha queriduxa! Obrigada, viu?! Quem quisé que nos acompanhe!

Os olhos precisam viajar
Não dá só para ficar googlando a vida, é preciso ver a vida;
a vida não é on-line
Nizan Guanaes - Folha de SP, 22 de janeiro de 2013

Bichinhos de Jardim